Inspirado na obra-prima de Mary Shelley, o espetáculo leva aos palcos uma releitura que une teatro, circo e reflexões sobre humanidade, criação e identidade.

Créditos foto: Gianni D’Angelo e Miguel Ramos

Poucos personagens da literatura atravessaram os séculos com tanta força quanto Frankenstein. Criado por Mary Shelley em 1818, o romance revolucionou a ficção ao combinar ciência, filosofia e terror para discutir temas que continuam atuais, como os limites da ambição humana, a responsabilidade sobre nossas próprias criações e a busca por pertencimento. Muito além do “monstro” que se tornou um ícone da cultura pop, Frankenstein é uma obra sobre solidão, preconceito e as consequências de desafiar os limites da natureza.

É justamente esse universo que ganha uma nova leitura em Frankenstein Circo, espetáculo que transporta o clássico para o palco por meio de uma linguagem contemporânea, reunindo teatro, elementos circenses e uma estética visual marcante. Sem abrir mão das reflexões propostas por Mary Shelley, a montagem convida o público a revisitar uma história que, mais de dois séculos após sua publicação, continua despertando perguntas sobre humanidade, criação e identidade.

O dono de um circo, Victor Frankenstein, e seus ajudantes palhaços tentam, de todas as formas, realizar um experimento que vai revolucionar toda a humanidade e que será a maior atração de todos os tempos. Durante este esforço imensurável, acabam dando vida a uma criatura grotesca. A culpa por ter criado um monstro passa então a lhe torturar. Victor por sua vez não percebe que o monstro escapou, e é nesse ponto que a história realmente se transforma.

Victor Frankenstein, dono do circo, é obcecado em tornar a criatura o maior espetáculo já sonhado. Ao seu redor vivem a dupla de palhaços Cleverson e Ernesto, Elizabeth (sua parceira), Justine – a Mulher Barbada – e o Velho, figura mística que acolhe e educa a criatura.

Junto ao enredo, a musicalidade de Frankenstein da Cia de 2 dita literalmente o tom do espetáculo, fazendo com que todos os personagens toquem instrumentos como bateria, guitarra, baixo, sanfona e tambor. A atmosfera de ficção científica aliada ao realismo fantástico, tragédia, comédia e freak show é poeticamente atravessada pela pegada rock’n’roll presente em todo o espetáculo.

O espetáculo fica em curta temporada no teatro do Sesc Bom Retiro, em São Paulo, de 31 de julho a 4 de agosto. A montagem, do grupo joseense Cia de 2, estreou em Jales e passou por São José do Rio Preto, Caraguatatuba, São José dos Campos e Campo Mourão (Paraná).

SERVIÇO
Temporada: 31/7 a 4/8. Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 18h. Terça-feira, às 15h.
Duração: 85 minutos.
Ingressos: R$18 (Credencial Plena), R$30 (Meia), R$60 (Inteira).
Classificação etária: 12 anos.
Sesc Bom Retiro: Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo

Acessibilidade
Dia 2/8 – Libras

Vendas online em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo.

Para pautas e sugestões: colunaquartacapa@gmail.com