Com 760 mil visitantes, a maior feira literária da América Latina celebrou a diversidade de vozes, fortaleceu o mercado editorial e consolidou uma edição histórica.

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerrou sua edição de 2026 após dez dias de intensa programação no Distrito Anhembi e entrou para a história com um novo recorde de público. Entre os dias 4 e 13 de setembro, o evento reuniu leitores, autores, editoras e profissionais da cadeia do livro em uma celebração que uniu literatura, cultura e economia criativa.
Segundo o balanço oficial divulgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Bienal recebeu 760 mil visitantes, superando a edição anterior e consolidando o evento como o maior encontro literário da América Latina. A estrutura ocupou 86 mil metros quadrados, reuniu 269 expositores, 350 autores nacionais e internacionais, 11 espaços culturais e ofereceu mais de 3.450 horas de programação entre palestras, lançamentos, oficinas e debates.
Um mercado editorial em alta
Mais do que um grande encontro de leitores, a Bienal também confirmou o aquecimento do mercado editorial brasileiro. Editoras de diferentes portes registraram crescimento nas vendas ao longo dos dez dias de evento e destacaram o forte interesse do público por lançamentos, romances, literatura infantil, fantasia e obras de não ficção.
O resultado reforça a importância da Bienal como uma das principais vitrines da indústria do livro no país, movimentando editoras, livrarias, ilustradores, tradutores, agentes literários e profissionais da economia criativa.
A literatura independente conquista seu espaço
Se os grandes nomes atraíram multidões, os autores independentes escreveram um dos capítulos mais interessantes desta Bienal. Em estandes coletivos e espaços dedicados à autopublicação, centenas de escritores apresentaram suas obras diretamente aos leitores, construindo uma relação marcada pela proximidade e pelo diálogo.
Romances, poesia, suspense, fantasia e literatura infantil encontraram um público curioso, disposto a conhecer novas vozes da cena literária. Para muitos desses escritores, a Bienal representou mais do que um lançamento: foi a oportunidade de conquistar seus primeiros leitores e fortalecer uma carreira construída de forma independente.
A polêmica que movimentou as redes
Nem só de livros viveu a Bienal. Um dos episódios mais comentados desta edição envolveu um homem mascarado (aquelas mascaras do pânico) que ficou em um stand apalpando de forma inconveniente algumas meninas que passavam por lá. Até beijou uma menina. Péssimo!!!
Após a repercussão, a organização informou que a situação foi acompanhada pela equipe de segurança e reforçou seus protocolos para garantir o bem-estar dos visitantes durante a programação. Também afirmaram que o tal homem mascarado não fazia parte da programação nem de atividade oficial do evento.
A Bienal em números
760 mil visitantes
269 expositores
350 autores convidados
11 espaços culturais
86 mil m² de área ocupada
3.450 horas de programação
10 dias de evento
A Bienal do Livro de São Paulo se despede deixando um legado que vai além dos números. Entre corredores lotados, sessões de autógrafos e encontros inesperados, a edição de 2026 reafirmou o poder da literatura de aproximar pessoas, incentivar novos leitores e abrir espaço para vozes consagradas e independentes compartilharem o mesmo palco.
*Dados do balanço oficial divulgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).
